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Hotéis Mali Lošinj - Sobre Croácia




A Croácia (em croata: Hrvatska) é um país europeu que limita ao norte com a Eslovénia e Hungria, a nordeste com a Sérvia, a leste com a Bósnia e Herzegovina e ao sul com Montenegro. É banhado a oeste pelo Mar Adriático e possui uma fronteira marítima com a Itália, no golfo de Trieste.

O país é membro das Nações Unidas, da OTAN, da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, do Conselho da Europa e do Conselho de Segurança da ONU com mandato para 2008/2009, além de ser candidato a membro da União Européia.

O topônimo "Croácia" entrou na língua portuguesa por intermédio do francês croate ("croata"). Este, por sua vez, parece advir do eslavônico horvat, "montanheses". O gentílico para o país é "croata" e é registrado em português a partir de 1538.

No ano 925 o então Duque Tomislav foi coroado Rei dos Croatas, criando-se o reino que compreendia as terras desde o Rio Drava até o Mar Adriático. Este reinado durou até o final do século XI quando faleceu o último dos reis croatas, que passaram a ser governados por reis húngaros.

Com a invasão otomana aos Balcãs, as terras croatas passaram a ser a fronteira entre o mundo muçulmano e o cristão (estando o Norte nas mãos dos croatas e o Sul nas mãos dos otomanos).

Após a invasão pela Alemanha nazi em 6 de Abril de 1941, a Jugoslávia foi desmembrada e o fascista Ante Pavelić tornou-se o líder do Estado independente da Croácia. Sob sua tutela, centenas de milhares sérvios, judeus, ciganos e croatas não-alinhados ao regime foram exterminados em campos de concentração. Ao final da Segunda Guerra Mundial, Josip Broz Tito não somente havia derrotado os invasores nazis e seus cúmplices, como também havia unificado todas as repúblicas jugoslavas em torno de um Estado comunista. O ódio secular entre sérvios e croatas era reprimido pelas autoridades jugoslavas. Com a morte de Tito, em 1980, iniciou-se um processo de fragilização da união das repúblicas jugoslavas. Tal quadro agravou-se ainda mais com a crise económica decorrente do desmoronamento dos regimes comunistas do Leste Europeu e das dificuldades de adaptação à economia de mercado. A Croácia, detentora da maior e mais desenvolvida economia das repúblicas da Jugoslávia, não escapou a volúpia nacionalista comum a todas as repúblicas jugoslavas. Em 25 de junho de 1991, após plebiscitos que deram vitória esmagadora aos separatistas, os croatas anunciaram sua separação da Jugoslávia. Logo em seguida, o território croata foi invadido pelo Exército federal, então sob domínio sérvio, que interveio em favor das minorias sérvias residentes na Croácia (cerca de 10% da população). Diante dos violentos conflitos entre croatas e sérvios e da ocupação do território croata por milícias sérvias, as Nações Unidas intervieram militarmente para assegurar a paz. Em 1992, o país foi reconhecido como independente. Em 1995, numa exitosa operação militar, a Croácia recupera, sem nenhuma ajuda externa, praticamente todos os seus territórios ocupados pelos sérvios, no que foi a primeira derrota do até então temível e invencível exército jugoslavo (JNA). Em 1998, sob forte pressão internacional, a Jugoslávia devolve o último território croata ocupado, a Eslavônia oriental. O governo de Franjo Tudjman, primeiro presidente eleito, foi controverso: ao mesmo tempo que levara o país à sua independência, recuperava os territórios ocupados sem ajuda estrangeira e ajudava os bósnios e croatas na luta pela independência da Bósina-Hezergovina, era acusado de censura à imprensa e expulsão de sérvios residentes no país. sua administração encerrou com sua morte, em 1999. Desde então, apesar de enfrentar problemas similares aos de outros países do Leste Europeu, a Croácia experimenta um vigoroso crescimento econômico, um processo consistente de modernização da sua infra-estrutura e uma grande transformação no sistema jurídico com vistas à consolidação da democracia e ao ingresso na União Européia e na OTAN.

Hoje a Croácia detém uma das economias mais fortes das ex-repúblicas jugoslavas e a segunda maior de toda a região dos Bálcãs, atrás apenas da Grécia.

Desde a adopção da constituição de 1990, a Croácia é uma república democrática. Em 2000, abandonou o sistema de governo semipresidencialista em favor do parlamentarismo.

A Croácia é membro das Nações Unidas, do Conselho da Europa, da OSCE, da Parceria para a Paz e outras organizações.

O presidente da República (Predsjednik) é o chefe de Estado e é eleito para mandatos de cinco anos. Além de ser o comandante-em-chefe das forças armadas, o presidente tem o dever de nomear o primeiro-ministro com consentimento do parlamento, e alguma influência na política externa.

O parlamento da Croácia (Sabor) é um corpo legislativo unicameral com até 160 deputados, todos eleitos por voto popular para mandatos de quatro anos. As sessões plenárias do Sabor têm lugar de 15 de Janeiro a 15 de Julho e de 15 de Setembro a 15 de Dezembro.

O governo da Croácia (Vlada), chefiado pelo primeiro-ministro, é integrado por dois vice-primeiros-ministros e 14 ministros encarregues de sectores particulares de actividade. O ramo executivo é responsável por propor legislação e um orçamento, por executar as leis, e por determinar as políticas externa e interna da República.

A Croácia tem um sistema judicial de três níveis, que consiste de um Supremo Tribunal, de tribunais de condado e de tribunais municipais. O Tribunal Constitucional decide sobre matérias relacionadas com a constituição.

A Croácia é um país europeu cujo território apresenta uma forma peculiar, parecida com uma ferradura, com um número considerável de países vizinhos: Eslovênia, Hungria, Sérvia, Montenegro e Bósnia e Herzegovina, além de uma fronteira marítima com a Itália no Adriático. O seu território continental é dividido em duas partes pelo Porto de Neum, na Bósnia e Herzegovina.

Banhado pelo Mar Adriático, o litoral croata é bastante recortado, com penínsulas, baías e mais de 1 000 ilhas que formam uma paisagem semelhante à da costa grega.

Uma destas ilhas, Palagruža, está mais próxima de Itália (aliás em algumas ocasiões podem-se ver as luzes da costa italiana), que da costa croata.

As principais cidades croatas são Zagreb, Split, Rijeka, Osijek, Dubrovnik e Karlovac.

Principais rios: rio Mura, rio Drava, rio Sava, rio Kupa, rio Korana, rio Cetina e rio Zrmanja.

A Croácia subdivide-se em 20 condados (županija, em servo-croata) mais o distrito municipal da capital, Zagreb.

A economia da Croácia baseia-se fundamentalmente no serviços variados e indústria, notadamente dos setores químico, naval e metal-mecânico. O turismo é uma grande fonte de receitas. O produto interno bruto per capita de 2008, em termos de paridade de poder de compra, foi de 18.575 dólares americanos, ou 63,2% da média da União Europeia, segundo o Eurostat.

A economia croata é pós-comunista. No fim dos anos 80, no início do processo de transição económica, a sua posição era favorável mas foi fortemente prejudicada pela guerra, essa terminada em 1995.

Os problemas principais incluem o desemprego estrutural e uma quantidade de reformas económicas considerada insuficiente por alguns economistas, pois que enfrenta resistência pública. Particularmente preocupante é o sistema judicial antiquado, em especial no que diz respeito à posse das terras estatizadas no período comunista. Contudo, tais problemas vêm sendo alvo de grande mobilização no sentido de serem resolvidos por reformas legais ocorridas no âmbito das negociações para a entrada do país na União Europeia.

Mesmo assim, o país tem vindo a experimentar um crescimento económico rápido em preparação de uma adesão à União Europeia, que já é o seu principal parceiro comercial, sendo, sua economia, considerada pelo Fundo Monetário Internacional como uma economia desenvolvida (high-income).

A população da Croácia estagnou-se na década de 1990. A guerra de 1991 a 1995 fez com que partes da população emigrassem ou se refugiassem. A taxa de crescimento natural é mínima ou negativa (menos que +/- 1%), pois a transição demográfica (redução do número de nascimentos e mortes devido ao desenvolvimento econômico) completou-se há mais de meio século.

A população compõe-se principalmente de pessoas de origem croata (89,6%). Constituem grupos minoritários, dentre outros, os sérvios (4,5%), os bósnios (0,5%) e os húngaros (0,4%). A religião predominante é o catolicismo (87,8%), com alguns ortodoxos (4,4%) e muçulmanos sunitas (1,3%).

A língua oficial, croata, é um idioma eslavo meridional que utiliza o alfabeto latino. Outras línguas nativas são faladas por menos de 5% da população.

A cultura da Croácia tem raízes bem antigas: os croatas vêm habitando a região há treze séculos, mas há reminiscências de períodos ainda mais antigos bem preservadas no país.

Algumas destas reminiscências antigas são:

O início da Idade Média trouxe uma grande migração de eslavos, e este período provavelmente foi uma idade das trevas do ponto de vista cultural, até a formação dos estados eslavos que coexistiram com as cidades italianas que dominavam a costa, todas seguiam o modelo de Veneza.



Fonte: CIA Factbook, Wikipedia


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